dezembro 21, 2005

Dia 30 - não falte!

cartaz  Elias Garcia.jpg

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dezembro 14, 2005

CONVITE

A Câmara Municipal de Almada e a


SCALA – Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada


têm a honra de convidar vossa excelência e familiares para o lançamento da antologia poética


“Vidas na Corda Bamba”


Com poemas de: Abrantes Raposo, Alberto Afonso, Aníbal Sequeira, Anyana, Fernando Barão, José M. Ferreira, Luís Alves Milheiro, Maria Gertrudes Novais, Minda, Nogueira Pardal.


A cerimónia terá lugar na Sala Pablo Neruda – Fórum Romeu Correia,


Praça da Liberdade, Almada


sábado, 17 de Dezembro,


pelas 16.00 horas

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dezembro 05, 2005

Exposição de Fotografia

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Oriundo de Cacilhas, o grupo de Teatro Extremo deambulou entre vários espaços (Casa da Juventude, espaços Lemauto, Nimbus e Ginjal) até se fixar nas instalações actuais, em breve, melhoradas.


O seu contributo tem sido valioso para comunidade de Almada. A sua arte tem sensibilizado os públicos de todas as idades, nas múltiplas iniciativas desenvolvidas no concelho.


A abrangência e a diversidade dos seus esforços têm merecido, o aplauso do público e o incontornável apoio dos autarcas.


É pois, para mim, gratificante homenagear o grupo com algumas imagens, desta última peça.


José Luís Guimarães


Escola Secundária Cacilhas-Tejo

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dezembro 04, 2005

Fernando Barão

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Dia 20 de Novembro, Fernando Barão, uma das mais notáveis figuras da cultura e do Movimento Associativo Almadense, lançou na Oficina da Cultura, mais um livro


 “MAIS HISTÓRIAS DE UM ALMADENSE”,


É uma obra que continua através dum passeio pelos caminhos da sua memória, que nos traz factos, gentes memórias e fantasias, que povoam o seu imaginário. Valendo-se da sua experiência de vida, deixa-nos também alguns alertas sobre a vida e a sociedade actual.


É sem dúvida uma leitura que vale a pena, porque se trata de um conjunto de informações preciosas, que aqui ele coloca ao dispor de todos e em particular das gerações vindouras.


Em relação ao Associativismo, Fernando Barão, recorda as recomendações e conclusões do 1.º Encontro das Colectividades do Concelho de Almada, realizado em 1970, que teve nele um dos maiores impulsionadores, e constitui um marco na história do Movimento Associativo Local.


Pela oportunidade e importância deste documento, fazemos com a devida vénia, a sua transcrição neste boletim.


O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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Orlando Laranjeiro

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No dia 19 de Novembro de 2005, em que completava 75 anos de idade, Orlando Laranjeiro foi homenageado, pelos seus amigos, e pela Cidade de Almada.


A festa realizou-se no Salão de Festas da sua Incrível Almadense, que estava repleto, e onde não cabia mesmo mais ninguém.


Desportista amador, associativista, activista da cultura popular, ligado à poesia e ao teatro, escritor e sindicalista. Orlando Laranjeiro ganhou pela sua prática, o respeito e a amizade de pessoas dos mais diversos horizontes.


Foi distribuída uma brochura ilustrada, onde estas facetas são documentadas, e o perfil do homenageado foi nela traçado, de forma brilhante, por Fernando Barão e Alexandre Castanheira.


Começou pela 19 h e durou até às 2 h do dia seguinte, sem interrupções, alegremente e de forma emotiva.


Pelo palco passaram os artistas e amigos, Luísa Basto, Rodrigo e Carlos do Carmo, e actuaram O Grupo Cénico da Incrível, e Fernando Barão com uma deliciosa rábula, dedicada ao homenageado, por ele escrita e interpretada.


Carlos Guilherme fez a introdução, em nome da Comissão Executiva. A seguir discursaram, abordando as várias facetas do homenageado, Jaime Soares em nome dos amigos; a filha do homenageado; o Presidente da Incrível Almadense, Carlos Alberto Rosado; e a Presidente da Câmara Municipal de Almada, Maria Emília Neto de Sousa.


Durante o agradecimento que fez ao encerrar a sessão, Orlando Laranjeiro mostrou de forma simples, a grande dimensão humana que possui.


Recordou as tertúlias, e o movimento associativo, disse algumas belas poesias, ilustrando a sua viagem pela vida e pelo tempo, e recordou alguns amigos especiais. Falou da importância especial da sua esposa, filha e netas, "do seu clã". Relembrou as origens, os lugares mágicos, e as gentes de "Almada Terra de Coragem".


Orlando Laranjeiro foi formado no associativismo almadense, por isso não admira que tenha centrado aí de forma categórica, o final da sua intervenção.


Falou do momento actual da vida associativa, dos problemas e das alternativas que são precisas criar. No seu discurso produziu um documento, de tal forma importante e complexo, para o Movimento Associativo, que não resistimos a pedir-lhe que nos autorize, em breve, a fazer a sua divulgação integral


Orlando Laranjeiro é uma das mais valias deste Concelho de Almada, homem íntegro e cidadão solidário, é também uma das marcas da qualidade do Associativismo Almadense.


Henrique Mota, O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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A Cacilhas de António Henriques

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Foi em 1997, no lançamento do livro “Personalidades Cacilhenses” de Henrique Mota, que descobri que António Henriques era natural de Cacilhas.


O meu conhecimento do senhor António Henriques foi sempre distante, tendo como base referências feitas pelo autor, que o colocava na galeria dos notáveis associativistas e publicistas deste Concelho


Sem dúvida que foi com a Incrível Almadense, que estabeleceu uma ligação que durou uma vida, que vinha pelo menos desde os seus dezassete anos, quando se estreou na banda, até 1992 ano em que faleceu.


Aos 16 anos iniciou a sua vida associativa como sócio do Sport Clube Bombense de Cacilhas, foi também dirigente do Almada A. Clube e da Associação de Socorros Mútuos 1º de Dezembro.


Com o aparecimento da associação “ O Farol”, incentivou-se a procura de conhecimentos e memórias de Cacilhas. Carlos Guilherme, seu filho, também na sua qualidade de sócio de “O Farol” resolveu revelar-nos alguns dos seus inúmeros arquivos. Foi assim que tomámos contacto com a Cacilhas de António Henriques.


Abrimos a primeira página das suas recolhas e artigos, e começámos a ler:


Cacilhas,    terra tão qu´rida


                    Que um dia me viste nascer


                    És o Sol da minha vida


                    Jamais te posso esquecer


E iniciámos a viagem pelas memórias guardadas por este homem, numa estrada feita de informação e emoções.


Durante uma vida, em que efectivamente teve outros interesses principais, outras motivações, em que construiu uma obra concreta, não esqueceu a sua Cacilhas.


Percorremos o seu espólio, numa constante descoberta de imagens, de documentos, de ideias.


Com uma paciência e arte extraordinárias, recolheu, recortou e colou emblemas associativos, escreveu textos, arquivou notícias, descreveu a vida das Instituições e das Gentes, relembrou as colectividades locais e os seus pares do associativismo e da cultura com uma dedicação insuperável.


No seu coração e nas suas pastas guardou para si, a sua Cacilhas querida, um legado que certamente quereria ver transmitido às gerações vindoras, para que alicerçadas na memória colectiva da sua terra, possam crescer mais cultas e mais instruídas.


Em consonância com o seu filho, a associação “O Farol” entende que estas mensagens devem chegar aos destinatários, ligando a forma artesanal e mágica com que esta memória foi construída, a uma divulgação que também passe pelas novas tecnologias informáticas e digitais, para que, de forma dinâmica, a obra possa também chegar a professores e estudantes, bem como ao público em geral, e continue viva e útil.


Henrique Costa Mota, O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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1.º Encontro das Colectividades do Concelho de Almada (1970)

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Pela importância e oportunidade do tema reproduzimos do livro “MAIS HISTÓRIAS DUM ALMADENSE” de Fernando Barão, Um extracto dum documento relativo ao 1.° ENCONTRO DAS COLECTIVIDADES DO CONCELHO DE ALMADA:


Abril - Maio - Junho 1970


Projecto das RECOMENDAÇÕES E CONCLUSÕES a ser submetido aos participantes da 3.ª sessão em 30 de Junho de 1970:


1. - Foi mais uma vez reconhecido, que em todos os tempos, a actividade colectivamente empreendida, foi decisiva na emancipação e progresso dos povos.


A partir do século dezanove, as colectividades populares iniciaram uma acção preponderante, na formação cívica, cultural e artística do povo português, surgindo sob as mais diversas formas e objectivos, como resposta natural às necessidades da sua época, nomeadamente as que se referem ao socorro mútuo, à promoção cultural e musical e à extinção do analfabetismo.


2. - No decorrer da análise da função e dos problemas das colectividades na actualidade, reconheceu-se que para o cabal desempenho do papel que àquelas incumbe, se impõe o estreitamento das suas relações, no sentido de cooperarem, principalmente nas seguintes iniciativas:


a) Propaganda e organização dos jogos desportivos juvenis. Pro­mover o desenvolvimento de uma sã mentalidade desportiva amadorística.


b) Constituição das bibliotecas das diversas colectividades em "rede" à escala concelhia, assegurando-se em todas elas o acesso de todos os sócios. Esta iniciativa, para ter êxito, implica a adopção de um sistema único de classificação bibliográfica em ordem a possibilitar a edição de um catálogo comum.


c) Publicação de um boletim ou jornal das colectividades, salientando-se ser o seu principal objectivo, o facultar-se a todos a experiência de cada uma.


d) Colaboração para a constituição de grupos de teatro amador, corais ou musicais, na organização de exposições itinerantes e nas actividades de tipo cine-clubista, etc., tendo-se em conta as dificuldades com que lutam as colectividades de mais fracos recursos para elaborar ou dar continuidade àquelas actividades.


e) Racionalização dos processos de gestão e de prospecção das necessidades culturais da massa associativa. Estudo de medidas tendentes a reactivar a participação dos associados na vida das colectividades, com, especial incidência sobre as mulheres e a juventude. Entre as medidas sugeridas, ressaltam as que se referem à redução do custo de jóia e à concessão de plenos direitos aos maiores de dezoito anos.


f) Apresentar às entidades oficiais, no sentido da obtenção de direitos e regalias de interesse comum, nomeadamente a abolição ou redução de encargos fiscais ou taxas, seja qual for a natureza. Foi também preconizada uma acção comum com objectivo de se garantirem às colectividades terrenos para a construção ou ampliação das sedes sociais, ginásios, escolas privativas, ou para outros fins de reconhecida utilidade pública, terrenos esses que deverão ser, por força legal inseridos nos planos de urbanização e localizados de modo a conferir-lhes a função do maior relevo, na estrutura urbana.


g) Concentração das cooperativas de consumo em ordem a poderem enfrentar as tendências concentracionistas e monopolistas do comércio de retalho, aproveitando-se deste modo as vantagens económicas de uma gestão comum.


Durante a troca de impressões sobre os aspectos formais de cooperação, foi aventada a hipótese de criação de um organismo em moldes cooperativistas (do tipo agência ou procuradoria) que tomaria a seu cargo, alguns dos estudos de interesse geral atrás referidos.


3. - Como resultado da análise das relações entre as colectividades e a sociedade moderna e das carências que aquelas são chamadas a suprir, verificou-se ser recomendável a reestruturação das colectividades nos seus aspectos orgânico e estatutário, salientando-se a posição preponderante que dentro delas devem assumir as funções de carácter cultural e recreativo.


Dentro destas linhas de pensamento recomenda-se a preparação de quadros de animadores culturais.


4. - Considerando as tradições de independência e a natureza popular do esforço de autopromoção que as colectividades exemplificam, recomenda-se a não aceitação ou solicitação de subsídios, venham donde vierem. Consideraram-se contudo aceitáveis aqueles que se destinam a fins claramente definidos e delimitados, ou ainda para o auxílio a actividades supletivas de acção estatal, nomeadamente as referentes à educação e assistência públicas.


5. - Quando da discussão do tema "instalações sociais" foi considerada nociva a tendência para absorver os recursos e poupanças das colectividades na ampliação ou construção de novas sedes, sem ter em conta se tais obras correspondem ou não às necessidades. Desta preocupação pelo opulento e monumental tem resultado a permanente situação deficitária de algumas colectividades, acarretando o definhamento das actividades estatutariamente estabelecidas como seus fins.


E ainda como consequência não menos nociva salientou-se que tais situações deformam a mentalidade dos dirigentes, transformando-os em gerentes comerciais obcecados pelo lucro.


6. - Embora não interessando especificamente às colectividades foi recomendada a acção destas no sentido de se pugnar pela criação e funcionamento em condições dignas e úteis, de bibliotecas municipais.


7. - Verificando-se a necessidade de desenvolver o espírito associativo, concluiu-se ser desejável a comemoração anual, no concelho de Almada, do "Dia da Colectividade" expressivo da fraternidade e espírito de cooperação que as une.


8. - Finalmente concluiu-se ser da maior importância a análise e debate destas "recomendações" no seio de cada colectividade, com o objectivo de preparar a opinião para efectuar as reformas indispensáveis. Neste sentido é necessário que cada colectividade organize com frequência sessões de estudo e discussão dos temas abertos a todos os sócios, tanto quanto possível sob a orientação moderadora de dirigentes experientes.


O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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O Associativismo Pode Ter Futuro

Foto de Jorge Fialho - Participantes 1 Encontro colectividades de Cacilhas  2004.jpg


Participantes no 1.º ENCONTRO DAS COLECTIVIDADES CACILHENSES (fotografia de Jorge Fialho)


 


O futuro do associativismo passa por perceber o seu passado, isto é, porque é que ele nasceu. Existem duas linhas de razões.


Há o associativismo que nasce das Misericórdias, por via da benemerência, quando, dos séculos XIV e XV em diante, os reis concederam às pessoas das terras o direito de se juntarem em volta de interesses concretos.


O movimento das Misericórdias foi interrompido selvaticamente em Inglaterra no início da Revolução Industrial, porque foram proibidas todas as formas de caridade, para que os pobres e desvalidos morressem e desaparecessem rapidamente. Não era permitido dar esmola a essas pessoas, para que a sociedade se visse livre dessas «ratazanas de duas pernas».


É exactamente nesse momento que, não só em Inglaterra como noutros países, os proletários começam a descobrir a necessidade de se juntar em redor de interesses concretos.


Se repararem, Almada, Loures, ou Vila Franca são polvilhadas de associações, porque as pessoas que estão afastadas da cidade e têm de resolver os seus problemas concretos.


As associações de bombeiros em Cacilhas e em Almada são das mais antigas do País, exactamente porque as pessoas precisavam de juntar esforços para apagar os fogos, ninguém faria por eles aquilo que eles tinham de fazer.


O associativismo nasceu, portanto, em torno de necessidades concretas. Floresceu aqui esse tipo de associativismo e essa altivez associativa de Almada.


Posso contar-vos uma história a título de exemplo: aqui há uns anos, em S. Pedro do Sul passei por um teatro, um teatrinho que lá existe, e disseram-me: «Este é Teatro do Sardinheiro.» Era um homem de S. Pedro do Sul, que fez fortuna a vender sardinhas, julgo que em Aveiro. Quando regressou, mandou construir e ofereceu o teatro à sua terra.


E eu a pensar, a minha malta de Almada pintaria a cara não sei de que cor, se aceitasse uma situação destas.


As pessoas aqui em Almada, em competição umas com as outras, construíram pelos menos seis salas de espectáculos sem ajuda de ninguém, só com o seu próprio esforço e teimosia, nesta zona de Almada e Cova da Piedade, porque tinham uma necessidade agregadora e possuíam a fidalguia e altivez de quererem fazer eles próprios, e de resolver essa situação.


A seguir ao 25 de Abril, criou-se um mau momento, mas por boas razões, ao movimento associativo. Foi o facto de as instituições electivas terem começado a fazer um pouco um pouco de bilu-bilu no queixo das associações e terem começado a assumir para si próprias o papel das associações.


Num debate da Associação Amigos de Almada, alguém disse que a maior colectividade de Almada se chama Câmara Municipal de Almada. E porquê? Porque ela assumiu para si uma série de iniciativas que competia às colectividades levar a cabo.


Como é que a gente resolve isto? Proíbe a Câmara de fazer de construir piscinas? Claro que não. Temos de vamos encontrar onde existem, de facto, necessidades e resolvê-las no encontro entre as pequenas e médias colectividades.


Porque as grandes colectividades vão dar em grande perversão.


Antigamente os líderes das colectividades eram os carolas, hoje são os cartolas, e até já se consideram e são os donos dos clubes. A maior aberração em relação às colectividades é haver alguém que é proprietário do colectivo.


As grandes colectividades enfrentam esses problemas. Mas ainda há também o trampolinismo, há quem utilize as colectividades para subir. O cartolismo e o arranjismo começam a alastrar pelo País, incluindo as Misericórdias, não a de Almada, que eu saiba onde tal felizmente não acontece.


Nas Misericórdias, o que leva muita gente lá, não é a generosidade e a benemerência, mas o tratar «daquilo que é meu».


Em termos de associativismo, eu defendo que devemos decidir como nos devemos agrupar.


Pode haver sociedades recreativas que não façam já sentido. Naquelas que vendiam cinema, esses espectáculos já encontraram competidores e já começaram a ter grande concorrência.


Têm, portanto, de encontrar outras coisas que precisam de ser feitas pelas mãos das pessoas que se querem associar em volta disso, e por isso saúdo de forma muito especial as colectividades inorgânicas como a CUSCA, que fiquei agora a conhecer. Os seus promotores deram-se conta de problemas concretos de pessoas idosas de Cacilhas no campo dos cuidados de saúde e criaram, generosamente, estruturas informais de acolhimento. Bem-hajam!


É aquilo que nós devemos pensar em termos de associativismo, como é que as pessoas se juntaram informalmente para resolver um problema concreto de participação.


Este é o movimento associativo que falta em Portugal. Fiquei a conhecer este tipo de associativismo nos Estados Unidos e é curioso como um país individualista tem, por vezes, formas notáveis de associação


Nos Estados Unidos, a proporção de pessoas que se associam para resolver problemas concretos entre si, é muito superior à de Portugal. Numa última estatística que me deram só 17 por cento dos portugueses têm filiação associativa, e isto inclui sindicatos, e não sei se também os grandes clubes de futebol.


Noutros países, as pessoas associam-se e todos arranjam imediatamente tarefas para desempenhar: não se limitam a ser sócios pagantes de quota, estão lá, participam, intervêm, criticam, mas, sobretudo, trabalham, fazem com as próprias mãos o que só a elas pertence fazer. Associar-se não é votar na Direcção do Clube e ficar a ver.


Hoje temos aqui presentes duas associações de pais. Saúdo-as. Os pais, nas associações das escolas dos Estados Unidos, têm de comparecer ao sábado e domingo aos treinos dos desportos e actividades colectivas dos seus filhos. Se não forem lá os filhos não têm essas actividades, porque essa é uma das obrigações dos pais: participar na escola e com a escola na educação e desenvolvimento dos seus entes mais queridos.


E ao associarem-se entram em contacto uns com os outros e descobrem outras necessidades. As comissões de moradores nascem assim.


Por isso, eis a minha resposta a essa questão de saber se o associativismo tem futuro em Cacilhas e Almada.


Não tem nenhum futuro se o associativismo continuar a ser institucional, pensar mais em termos organizacionais do que em tentar resolver problemas concretos.


Terá imenso futuro se o associativismo for este, de procurar soluções concretas para os problemas concretos das pessoas, com muito orgulho muita altivez, com muitas redes solidárias de conspiração entre as pequenas e médias colectividades.


Oscar Mascarenhas, O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005) 


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Fragata ao Luar – Margueira, anos 50 (fotografia de Júlio Diniz)

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Os Bombeiros e a Protecção Civil

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Bombeiros Voluntários de Cacilhas


1.º ENCONTRO DAS COLECTIVIDADES CACILHENSES


Intervenção do senhor 2.° Comandante António Godinho - Representante dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas


OS BOMBEIROS E A PROTECÇÃO CIVIL


Encontro-me neste fórum em representação do Comandante Clemente Mitra, ausente fora do país. Quanto ao tema que me foi proposto, prefiro falar apenas sobre Bombeiros.


Os Bombeiros de Cacilhas apareceram no final do século XIX, devido a um conjunto de factores que foram propícios à formação de associações. No concelho de Almada fundaram-se outras associações de Bombeiros, mas que ao longo dos, anos se perderam.


Os Bombeiros Voluntários de Cacilhas mantiveram-se desde a sua criação em 1891 até hoje. Foram formados por um grupo de homens de bem, que se juntaram numa barbearia em Cacilhas, e criaram uma associação para defender as pessoas dos acidentes e calamidades - que naquela época fustigavam as populações. As cheias, os incêndios nas grandes fábricas de cortiça da Cova da Piedade e de Cacilhas que infelizmente hoje desapareceram. Foi nesta perspectiva que foram fundados os Bombeiros Voluntários de Cacilhas.


Na altura, a realidade destas associações, como de outras aqui presentes, era muito diferente do que é hoje. As pessoas reuniam-se nos bombeiros para confraternizar. Alguns anos depois para ver televisão. A oferta que tinham à sua volta não é a que existe hoje.


Podíamos falar mais sobre a história dos bombeiros, mas como já referi, sou uma pessoa ainda nova, e o que estou a contar foi o que me transmitiram a mim. E que alguns de vocês já ouviram ou talvez viveram.


Actualmente os Bombeiros Voluntários de Cacilhas continuam a ser formados por pessoas de bem e temos algumas particularidades. Hoje quem presta serviço na corporação não vive só em Cacilhas, ou no concelho. Eu, por exemplo, moro no concelho do Seixal, estou cá emprestado há 17 anos. Temos bombeiros que vivem em Oeiras, Carnaxide, em Sesimbra.


Devido a vários factores, nomeadamente do concelho de Almada ter muita gente participante e por isso ser capital do associativismo, muita gente dirige-se a clubes, ou aos bombeiros. Felizmente não temos falta de voluntariado. Mas esta não é a realidade que se vive no país. Existem muitas corporações de bombeiros pelo país, principalmente no interior, onde as pessoas devido à vida que levam, não têm tempo para irem aos bombeiros.


Por todo o país, cada vez mais as corporações de bombeiros voluntários são voluntárias apenas de nome. São corpos de bombeiros que possuem bombeiros que são pagos para prestar serviço, de dia e de noite. Aqui em Cacilhas, a realidade também já não é o que era antigamente, e por isso temos bombeiros pagos durante o dia. Não se pode estar a solicitar uma ambulância os bombeiros, nós estarmos a tocar a sirene e a esperar que alguém não esteja a trabalhar venha a correr para conduzir essa ambulância. Temos de ter gente em permanência, mas só durante o dia. À noite e fins-de-semana continuamos a assegurar o serviço com pessoas voluntárias.


E porque disse que vinha falar de bombeiros e não de protecção civil. Há uma grande diferença entre os Bombeiros e a protecção Civil. Os Bombeiros são agentes de protecção civil, assim como a polícia, as forças armadas, o INEM. A protecção civil somos todos nós. Todos temos o dever de ajudar, de prevenir, de fazer algo para melhorar a sociedade.


O serviço de protecção civil em Portugal não tem bombeiros. Não existem bombeiros que sejam funcionários do estado. Existem bombeiros que são funcionários de Associações de Bombeiros Voluntários ou de autarquias, como é o caso dos Bombeiros Municipais ou dos Bombeiros Sapadores. E depois existem os voluntários, como é o meu caso, que prestamos serviços nos tempos livres.


Temos municípios onde não houve este movimento associativo como o que aconteceu aqui em Almada. Aí as Câmaras Municipais tiveram de criar corpos de bombeiros municipais ou sapadores. Nesse caso, a entidade que possui e gere os bombeiros é a Câmara Municipal.


Um exemplo flagrante dos bombeiros agregados às Câmaras Municipais é o do distrito de Santarém, em que quase todos os Corpos de Bombeiros são municipais. Este factor deve-se a várias situações, nomeadamente ao tipo de vida que a população levava (trabalhos no campo), às distâncias da residência, etc. Felizmente no concelho de Almada as coisas não funcionaram assim. Foram as próprias pessoas que se juntaram e formaram estes Corpos de Bombeiros Voluntários.


Actualmente em Portugal, o serviço de protecção civil resultou da fusão do Serviço Nacional de Bombeiros e do Serviço Nacional de Protecção Civil, resultando no Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. Hoje apenas têm dois ou três generais, que comandam um exército que não é deles.


Permitam-me assim falar para se perceber um pouco melhor. São pessoas que são funcionários do estado, que gerem um exército que pertence às Associações de Bombeiros e às Câmaras Municipais.


O Comandante Mitra costuma dizer uma coisa engraçada: "Os bombeiros em Portugal têm uma capacidade de mobilização que mais nenhuma força de segurança tem. Se tivermos um incêndio em Almada, nós em meia hora colocamos lá 200 bombeiros. Se tivermos outro tipo de problema, desafio quem em meia hora coloque lá uma força de 200 homens, militares ou qualquer outra força de segurança."


Porquê? Porque felizmente ainda existem pessoas que correm por amor à camisola. Todas estas pessoas abraçam a causa dos bombeiros e vêm porque gostam de ajudar. Podiam fazer outra coisa qualquer, inserir-se num clube de futebol ou noutra associação qualquer. Mas têm a particularidade de gostar de fazer este tipo de acção, e então abraçam os Bombeiros Voluntários.


Aguardo pelo debate, e pelas questões que queiram colocar.


Nota: Actualmente o senhor António Godinho ocupa o cargo de Comandante dos Bombeiros Voluntários de Cacilhas.


O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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Cultura e Associativismo

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Equipa do Bombemse.


1.º ENCONTRO DAS COLECTIVIDADES CACILHENSES


Intervenção do senhor Fernando Barão


Representante de “O Farol- Associação de Cidadania de Cacilhas”


CULTURA E O ASSOCIATIVISMO


Um homem sem cultura não tem possibilidades de ser um homem livre. Um homem sem cultura é como uma coisa que flutua à tona de água deixando-se arrastar facilmente pela alternância das ideias alheias que, se forem mal intencionadas, o levam por caminhos que desaguam em “becos” com consequências nefastas. Será por isso que nunca chega a criar a personalidade para saber reflectir e amadurecer pensamentos para discernir, com convicção, qual será no futuro a melhor directriz a trilhar.


O academismo poderá ser uma alavanca de alguma elegância cultural mas isso não será o suficiente para quem pretende dar exemplos de uma conduta social tendo na mira a solidariedade entre as populações. E a solidariedade é uma trave mestra na cultura.


Conhecemos homens, relativamente cultos em sabedoria escolar que nunca puderam espelhar condutas louváveis. É que nunca andaram cá por baixo a conhecer dificuldades dos outros. Em contrapartida, conhecemos outras pessoas de índice autodidacta, que conseguiram alcançar uma armazenagem cultural plena de convicções notáveis, e que sempre estão na primeira fila dos acontecimentos com uma militância deveras dinâmica. E estes, embora hajam excepções, vêm geralmente de famílias pobres, remediadas ou pequeno-burguesas. Pois fazem parte da legião laboradora e gatinharam a olhar para os lados, onde existiam e existem necessidades básicas que as sociedades de consumo nunca se acostumaram a remediar.


Perguntar-se-à: - E onde é que estes indivíduos assimilaram os arcaboiços sócio-culturais se as suas cadernetas escolares foram muito pouco preenchidas e os atributos académicos não passaram de uma atitude pouco mais que medíocre …


Começa portanto, aqui, o papel educador das colectividades de cultura, recreio e desporto escalpelizando-se as diferenças entre instituições válidas e instituições nefastas.


Além disso, convém mencionar que, nas instituições, poderá haver várias facetas que reflectirão os benefícios oferecidos a quem as aceita:


1 – Temos as que se dedicam à educação dos seus associados, estabelecendo regras com programas progressivos que nada têm a ver com o que se aprende nas teses do ensino estatal.


Há exemplos notáveis, nesse sentido, no concelho de Almada antes da revolução de 25 de Abril de 1974. Lembremo-nos das Escolas do Desportivo da Cova da Piedade que, funcionando com autonomia administrativa, concederam a centenas de jovens (e não só) uma personalidade educacional, digna dos maiores encómios.


2 – Há também as associações que possuem em si uma liberalidade de processos onde se destacam as manifestações em grupo, através de conferências, de exposições artísticas de vários matizes e também dos próprios associados; de excursões a locais de interesse histórico-culturais; a projecções de grupos para a arte teatral e para o estudo da arte cinematográfica (projecção vilipendiada) com a criação do cine-clubismo, tudo isto complementado com peculiares bibliotecas onde as obras, ao dispor de cada um, se poderão filiar na absorção de uma literatura adequada aos factores das artes, do tecnicismo científico, da moral educadora; e, porque não, às disciplinas desportivas mais conducentes ao tal corpo são numa mente sã.


Todavia, num Seminário sobre vários horizontes culturais, oriundos das colectividades populares, há que denunciar as diversas moléculas nocivas que alienam o desporto e arrastam quantidades magnas de massas de desportistas de bancada, onde a filosofia ganhadora suplanta tudo o que se possa imaginar. Em tudo isto entrará, na equação desportiva, o fatal meio economicista que, de uma forma geral, abastarda a lisura de processos, onde os próprios agentes da dinâmica competitiva servem-se de todos os truques para ludibriar os adversários, os juízes, os treinadores, os dirigentes e até os próprios colegas de equipa. O vil metal aqui, funciona como uma alavanca destruidora dos sãos princípios que levam tudo na enxurrada das conveniências de cada patamar.


Entretanto há que não subestimar os conluios, os subterfúgios e a indignidade de alguns dirigentes que, sendo da mesma estatura do atleta pernicioso e do seu agente empregador, não actuam em disciplina interna, pois o corolário destas diatribes encaminham-se sempre no mesmo sentido em que o cifrão, agora substituído pelo euro, entra sempre na função destruidora da dignidade colectiva. E tudo isto desliza numa velocidade meteórica, como pedra de gelo, que desaba pela montanha abaixo. Depois, entrando-se em paradigmas lisonjeiros, com o que se passa no desporto amador, verifica-se com desgosto, que este tem a pretensão de esquecer os atributos louváveis, para enveredar, quanto mais depressa melhor, na selva dos branqueamentos, das corrupções, nas dívidas monstruosas, nos sacos azuis, numa complexidade malévola a todos os títulos.


É claro que o futebol, como disciplina que atrai as grandes massas populares, é o grande eixo propiciador às atitudes irreflectidas e à alienação da fraternidade, que deveria existir, como guardiã da grandeza do processo límpido e transparente. Mas as pessoas adoram tudo o que é grandioso e chamativo para o engrossamento das más atitudes. – Afirmarei antes, que são levadas com facilidade … É evidente que este mal-estar não se dá só no futebol mas também nas chamadas modalidades nacionais, conforme os países que as cultivam. E é muito difícil lutar contra estes sistemas benevolamente observados pelas entidades públicas, sempre desejosas que haja um esquecimento colectivo para os problemas essenciais e que afectam as multidões, que também incluem alguns prosélitos um tanto ou quanto vítimas (ou profissionais) da irracionalidade que alimenta os vendavais anti-sociais …


E quando, mau grado a conjuntura nacional, se consegue que alguma entidade policial (isenta) comece a puxar uma linha do amaldiçoado “tricot” e antes que o tecido se desfie completamente, logo saltam a terreno os dignos tribunos da cimeira administrativa, a fazer parar o dissabor que já vai atraindo a larga legião jornalística e atiram desculpas apressadas e desconjuntadas, que são análogas a colunas de fumo que transformam as falcatruas em nebulosas propiciadoras às confusões. E quando se vive no reino da confusão …


Depois, há que acenar às entidades judiciais para demorarem processos incompletos, que façam entrar tudo na zona adormecida que leva ao esquecimento. E o grupo dos “Amigos da Tramóia” continua impante na importância do sorriso tão do agrado das multidões distraídas, que andam muito preocupadas com a próxima competição que poderá adjudicar mais um campeonato às suas cores sagradas … E a côrte dos refinados continua a desfilar sendo impossível afirmar que o rei vai nu porque estamos em plena república das bananas e a democracia está com vendas e algemas.


Voltando às primeiras expressões só um homem culto poderá saber pesar todas estas questões que estão avassalando as sociedades de cultura medíocre e destruindo ideologias puras e transparentes.


Será este panorama, quase estereotipado, que não tem lutadores para o enfrentamento no futuro? Tudo isso depende de nós que ainda vamos tendo força para nos reunir e discutir, aquilo que é visível, mas que muita gente não quer ver.


É claro que com uma sede pequena sem condições profiláticas, só com uma mesa onde cabem oito mãos, um baralho de cartas e quatro copos de vinho tinto, não iremos elevar os nossos ideais que se esbatem no infinito. Não, teremos que lutar por um associativismo que ensine, que eduque, que abra olhos e ouvidos, até que, os da bisca lambida, possam compreender as nossas regras de progressismo. Acabe-se com maniqueísmos e levemos a mensagem a toda a gente, por todo o mundo. Continuidades atávicas, nunca mais. Acabe-se com o anquilosamento das sociedades com mentores perversos. Demos-lhes um chuto no cu e, nem que levemos alguns séculos, lutemos por novos caminhos, por horizontes com estrelas ou sóis radiosos. E embora estas imagens onde só falta a pomba branca para proclamarmos a teoria benfazeja da PAZ não se iludam. Isso só para mais tarde. É que eu também sei escrever coisas bonitas.


Mas por agora não … Por agora estamos em tempo de guerra …


O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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O Desporto: passado, presente e futuro.

Jogo convivio do Ginasio, anos 50 no Campo da Mutela.jpg


Imagem: Jogo convívio do Ginásio Clube do Sul, anos 50, no Campo da Mutela (Cacilhas).


1.º ENCONTRO DAS COLECTIVIDADES CACILHENSES



Intervenção do senhor Rui Raposo


Representante do Ginásio Clube do Sul


O DESPORTO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO*


Falar sobre desporto, neste momento, é uma tarefa um pouco complicada e, por isso, tenho uma certa dificuldade em abordar o assunto.


Vou tentar explicar porquê!


Suponham que eu pedia a um dos senhores, ou das senhoras para falar sobre desporto.


Provavelmente, a maioria teria as mesmas dúvidas que eu!


Quando se fala hoje de desporto, estamos a falar de quê?


Actividade desportiva?


Lazer?


Competição?


Espectáculo?


Ou será que estamos mais a falar de uma indústria, ou de um negócio?


Admitamos que estamos a falar da actividade desportiva, em si!


Se for assim, de que conceito estamos a falar?


Daquele conceito mais puro, mais tradicional, que concebe a actividade desportiva como uma actividade física praticada por amadores, no essencial, para obter um certo equilíbrio, tanto do corpo como do espírito?


É que o conceito mais antigo de actividade desportiva, foi-se modificando, adaptando-se às novas realidades sociais.


Na antiguidade, a actividade desportiva começou por estar ligada a celebrações, a festas religiosas etc.


Mais tarde, no tempo do Império Romano, o que caracterizava o desporto era a sua componente espectáculo e, é nesta altura, que surgem os primeiros profissionais.


Na Idade Média, com o obscurantismo que a caracterizou, o desporto estava mais relacionado com a preparação de homens para a guerra.


Nos finais do sec XIX, com a realização dos primeiros jogos Olímpicos da era moderna, portanto em 1896, o desporto vem a readquirir a sua função de actividade educativa.


Mas só no sec. XX, é que se criam as bases organizacionais que o fenómeno desportivo tem hoje: começam a surgir entidades criadas propositadamente para fomentar a prática desportiva (grupos, centros desportivos, clubes) e, ao mesmo tempo, as entidades para regularem esta prática desportiva (organismos estatais e federações regionais, nacionais, internacionais).


Concentremo-nos então nesta realidade mais actual e tentemos ver se conseguimos saber de que conceito de actividade desportiva estamos a falar!


Com alguns exemplos talvez se perceba melhor a minha ideia:


Vejamos, o caso do Real Madrid!


Nos últimos tempos o clube tem seguido uma política de contratação dos melhores jogadores do mundo para a sua equipa de futebol.


Qual o objectivo?


É o de ser a melhor equipa? Em quê?


Ganhar as competições em que participa? Praticar o melhor futebol? Proporcionar espectáculos?


Ou será que o objectivo de curto prazo, é ter uma equipa que dê muitos lucros?


Pensemos no seguinte:


O treinador José António Camacho entendeu que para pôr aqueles jogadores todos a jogar como uma verdadeira equipa, teria de fazer dois treinos diários: um de manhã e outro à tarde!


Os jogadores recusaram-se a fazer o treino da tarde devido aos seus compromissos publicitários!


De que lado ficou a Direcção do Clube?


Aparentemente, do lado dos jogadores, porque o treinador teve de se demitir.


Talvez a resposta se encontre no Orçamento do Clube:


As receitas do Real Madrid, só em marketing, estão orçamentadas, este ano, em 137 Milhões de Euros (cerca de 27,5 milhões de contos).


Parece-me claro, que aqui, o conceito que mais sobressai não é o de uma actividade desportiva como um fim em si, mas como um meio para potenciar uma indústria capaz de gerar um bom negócio.


Dei este exemplo para realçar a verdadeira complexidade que me parece haver na organização do fenómeno desportivo, que faz com o que o cidadão normal não a entenda:


Porque foi necessário criar as SAD’s? E isso foi bom ou foi mau? Se foi bom, foi bom para quem? Para os Clubes?


Porque é que há competições organizadas pelas Federações e outras competições organizadas pelas Ligas de Clubes?


Que sociedades são essas que criam fundos para gerir os passes dos jogadores?


Porque é que se ouve dizer todos os dias, em relação a muitas modalidades, que a verdade desportiva já não existe? Que os jogos se ganham fora dos campos desportivos?


Mas que verdade? Se calhar cada um de nós tem a sua!


Provavelmente a verdade de quem tem poder político ou económico é uma verdade diferente daqueles quem não têm poder!


Provavelmente a verdade dos grandes clubes é diferente da verdade dos clubes pequenos.


Nós que temos uma grande tradição de associativismo no nosso Concelho!


Nós que temos excelentes dirigentes associativos, que acreditam no que fazem e fazem o que gostam!


Mas nós, que também só temos clubes pequenos na nossa região, temos de ser realistas e parar para pensar!.


Penso que os clubes pequenos já não podem viver exclusivamente da carolice, do amor ao clube, característico dos dirigentes mais antigos.


Mesmo os clubes pequenos têm de começar a introduzir nas suas direcções a componente “gestão”.


É necessário que os clubes sejam bem geridos, sob pena de mais dia, menos dia, termos projectos lindos a irem por água abaixo porque não há possibilidade de os viabilizar.


Ao defender esta ideia do clube bem gerido, não estou a defender o tipo de gestão fria, insensível, economicista, desapaixonada. Não, os clubes têm de continuar a ser geridos, também com amor e carolice.


Penso mesmo que a solução para muitos clubes será voltar a fazer aquilo que faziam antigamente, só que mais bem feito.


Vou dar um exemplo:


Considero que não é boa gestão, um clube pequeno, gastar milhares de contos em contratos de jogadores para competir em campeonatos onde nunca terá hipóteses de fazer boa figura, sem que esse clube tenha garantido, pelo menos, patrocínios que cubram as despesas desses contratos.


Penso que é muito melhor gestão o clube competir em campeonatos onde os jovens das escolas de formação possam participar, em vez de andar a competir, em campeonatos ditos de elite com jogadores pagos a peso de ouro e onde não há espaço para os jovens formados no clube.


Voltando à realidade actual do desporto e, obviamente do associativismo!


A sociedade de há 50 anos é muito diferente da que é hoje, por isso o movimento associativo também é diferente!


Não é nenhuma fatalidade! Mas como é diferente, teremos de nos organizar de forma diferente!


Há 50 anos os clubes eram instituições praticamente familiares, onde todos se conheciam, tanto os sócios, como os dirigentes!


Quantos hoje, conhecem os dirigentes dos seus clubes?


Quais são os dirigentes que hoje conhecem os sócios?


O que era Cacilhas, ou Almada, há 50 anos? E o que são hoje?


Há 50 anos praticamente todos se conheciam!


Hoje não é assim!


Quantos em Cacilhas e em Almada, não conhecem o seu vizinho do lado, nem qual é o seu núcleo de interesses?


O tecido urbano sofreu profundas transformações!


Todos os que vivem em Cacilhas ou Almada absorveram a sua identidade cultural?


Claro que não!


Como diz o meu amigo Francisco Moita Flores, em relação a Lisboa:


Existem muitas Lisboas dentro desta Lisboa, que vivem vizinhas, todas ao mesmo tempo, onde todas dependem de todas…”


Será que também em Cacilhas não haverá hoje muitas Cacilhas e em Almada muitas Almadas?


Todas esta transformação tem de influenciar forçosamente o pensamento e o modo como todos nos comportamentos, incluindo nos clubes e no desporto.


PARA ONDE VAI O DESPORTO?


Penso que irá continuar a acompanhar o desenvolvimento da sociedade, como sempre tem acontecido, por isso, vai depender de muitos factores:


do modo como formos capazes de entender a realidade;


do modo como formos capazes de nos organizar;


mas, principalmente, do modo como conseguirmos ganhar a juventude.


Quando se fala da juventude muitos têm a tendência para pensar:


“Está bem!… Está bem!…”


Se isto fica entrega à juventude, vai ser uma coisa esperta!


Isto, porque todos nós temos um bocado esta tendência de não confiarmos muito na capacidade da juventude para resolver os problemas actuais e para construir um futuro melhor.


É que todas as gerações, acham que a sua geração é a melhor de todas e que as gerações vindouras nunca terão hipóteses de lhes chegar aos calcanhares.


Vou-lhes ler uma citação:


"Esta juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são maus e preguiçosos. Eles nunca serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura."


Ora, esta citação está inscrita num vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia, há mais de 4000 anos e cada uma das gerações tem sido melhor que a anterior.


Por isso, acredito que serão os mais jovens que terão trazer sangue novo a esta gasta e ultrapassada organização social e política dos Estados modernos e, consequentemente, ao associativismo e ao Desporto.


Acho fundamental que se ganhe a juventude, para a discussão que forçosamente teremos de fazer sobre este assunto.


O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)


* Dirigente Associativo

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A Solidariedade

1.º ENCONTRO DAS COLECTIVIDADES CACILHENSES


Intervenção do senhor Amável André


Representante da Santa Casa da Misericórdia de Almada


A solidariedade


Foi com uma certa surpresa que recebi o convite para representar a Santa Casa neste encontro, porque desconhecia o movimento “ O Farol”.


Digo isto porque em 1969, quando vim para Almada, tive o cuidado de me inscrever nos Bombeiros de Almada e de Cacilhas. Posteriormente inscrevi-me na Misericórdia de Almada pela mão do senhor Fernando Barão, pessoa muito interessada nestes movimentos.


Aqui seria importante dizer que o Associativismo é um assunto deveras importante, e que é pena que as gerações mais novas não estejam mais presentes.


Vou falar sobre a solidariedade, mais concretamente na sua aplicação na Misericórdia de Almada.


Como sabem a solidariedade, a nível das Misericórdias, começa a desenvolver-se no nosso país, pela acção da rainha D. Leonor.


Por carta régia é fundada a Confraria da Misericórdia de Lisboa em Agosto de 1498, na Sé “Olisiponense” e daqui se espalhou para todo o País.


Era necessário que a acção das Misericórdias fosse ao encontro das populações porque o Poder Central não podia, nem tinha capacidade para o fazer.


A Misericórdia de Almada é eleita no dia de 31 Maio de 1555. Contudo, já antes era uma leprosaria, assumindo nesta data a sua qualidade de Misericórdia.


A Misericórdia de Almada desenvolveu-se bastante nos últimos anos e hoje nós vemo-la com várias valências.


Lembro-me de ter ido há alguns anos a Costas de Cão com o senhor Fernando Barão. Apenas recordo que não tem nada a ver com o que é agora.


Com as obras depois feitas naquele lar puderam ser alojadas 128 pessoas, que ali acabam os seus dias dentro de boas condições.


Porém, devido a obras feitas mais recentemente, como o Jardim de Inverno, permitiu-se uma resposta mais qualitativa ao seu bem -estar no dia a dia. Também se procedeu ao aumento da cozinha para poder responder ao fornecimento de refeições não só ao Lar, como ao Apoio Domiciliário Ocidental e ao Centro Infantil da Trafaria. Este equipamento foi-nos entregue em precárias condições pela Segurança Social, sendo necessário fazer uma série de obras de beneficiação.


Do Lar de Idosos sai o apoio domiciliário. Todos vêem passar as carrinhas da Santa Casa da Misericórdia para prestar assistência domiciliária às pessoas que dela necessitam, e que realmente os familiares não têm possibilidade de lha prestar.


Outra faceta é a Reinserção Social, quer de jovens, quer dos mais carenciados na zona da P.I.A. – Plano Integrado de Almada. É ali que a solidariedade tem uma actividade de grande valor.


Hoje pensamos fazer um novo lar em Costas de Cão para os jovens que estão na Av. Egas Moniz, dadas as precárias condições deste lar.


Infelizmente não foi possível ainda desbloquear a situação que está em fase de apreciação na Câmara Municipal.


Mas pretendemos levar a efeito esta obra.


Para além de procurar dar este apoio aos jovens desprotegidos, propõe-se também acolher as senhoras vítimas de maus - tratos.


A questão da saúde.


A Misericórdia interveio onde era o Antigo Hospital, tendo este sido demolido e criada no seu lugar uma unidade que se chama Centro de São Lázaro. E este nome porque São Lázaro era o antigo patrono da Misericórdia.


Ali foi feita uma nova unidade, que além de Centro de Dia tem lar e zona de acamados. No rés-do-chão funciona um Centro Clínico, que por falta de acordos não tivemos possibilidade de ir além da Medicina de Reabilitação.


A Segurança Social e a ADSE não aderiram a assinar qualquer acordo que viabilizasse a implementação de especialidades médicas.


Aquando do lançamento da primeira pedra daquele edifício, o representante do Governo presente no acto, afirmou: “construam que dinheiro não lhes vai faltar”.


Escusado será dizer que fizemos a obra, tivemos que pedir dinheiro ao Banco para assumir essa falha. Mas tudo está pago.


Isto é tudo muito bonito, voluntariado e solidariedade, e lá acabamos por fazer o que pretendemos. Mas temos por vezes as nossas dificuldades, e às vezes bem grandes. Mas, repetindo, tudo se tem conseguido.


Como devem calcular as comparticipações estatais não são suficientes para pagar o dinheiro que nós investimos.


Por outro lado temos de referir que temos cerca de 366 trabalhadores.


A Mesa e todo o pessoal dirigente são voluntários, e isto representa alguma economia para a Santa Casa e para o País, e é uma forma de a Misericórdia poder sobreviver.


Eu hoje li uma coisa engraçada no jornal de Castelo Branco, para mim foi novidade, a propósito de voluntariado: que em Niza foi lançado um Banco de voluntariado.


No que diz respeito à Misericórdia os voluntários são poucos, e é preciso dar a volta a esta situação.


Penso que para o restante associativismo deve ser parecido, sendo os associados/voluntários poucos.


Para terminar quero referir o que a Misericórdia de Almada representa em números:


Idosos em lar: 189; apoio domiciliário: 235 pessoas; Lar de jovens: 45 jovens; Centro de dia: 140 pessoas; Centro de Convívio:40; Creche tradicional: 181 crianças; Pré-escolar: 150 crianças; Creches Familiares: 192 crianças; Centro comunitário PIA 1 e 2: 600 pessoas; Centro de Recurso de Ajudas Técnicas, (fornecimento de fraldas e outro material para idosos): 150 utentes.


Estamos empenhados em projectos no combate à pobreza, no apoio aos idosos, e no Projecto Ser Criança.


É muita gente, são poucos subsídios para isto tudo. Estas são as dificuldades da solidariedade e do voluntariado. Estas são as nossas dificuldades, mas é nossa luta na actividade de bem-fazer.


Amável André, O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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As Colectividades de Cacilhas

Este registo tem como principal objectivo oferecer algumas informações gerais sobre as instituições locais. Não está completo, por várias razões, inclusive pela própria dinâmica das associações, em permanente actualização.


Prometemos completar e actualizar os dados obtidos, se possível, durante  o 2.º Encontro das Colectividades de Cacilhas.


 


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ARPIFC – ASSOCIAÇÃO DE REFORMADOS, PENSIONISTAS E IDOSOS DA FREGUESIA DE CACILHAS

Fundação: 7 de Fevereiro de 2003


Número de sócios: 300


Actividade: Associação de solidariedade social.


Informações complementares: A ARPIFC nasceu para colmatar um vazio que existia na Freguesia de Cacilhas, em relação ao apoio à terceira idade.


 


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BEIRA MAR ATLÉTICO CLUBE DE ALMADA

Fundação: 1 de Abril de 1947.


Número de sócios: 630.


Actividade: Associação desportiva e recreativa.


Modalidades praticadas: atletismo, danças de salão, futebol, ginástica, karaté, xadrez.


Informações complementares: Além da vertente desportiva também promove a vertente recreativa e cultural, donde se destaca a sua presença nas marchas populares de Almada, que venceu nos dois últimos anos.


 

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BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE CACILHAS


Fundação: 15  de Janeiro de 1891


Actividade: Associação de benemerência e serviço voluntário de incêndios.


Informações complementares: Quartel de Cacilhas: Av. Forças Armadas, 2800 Almada; Quartel da Costa; Rua Eng. Henrique Mendia, 2825 Costa de Caparica.


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CLUBE LISNAVE

Fundação: 1 de Setembro de 1970.


Número de sócios: 2.770.


Actividade: Associação desportiva e recreativa.


Modalidades praticadas: aikido, basquetebol, campismo, capoeira, hidroginástica, musculação, natação, hóquei em patins, tiro, yoga.


Informações complementares: Este clube nasceu no seio dos estaleiros da Lisnave, mas posteriormente, viria a libertar-se e a tornar-se uma colectividade virada para todos os almadenses.


 

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F 4 – ASSOCIAÇÃO DE IMAGEM E CULTURA


Fundação: 10 de Outubro de 2000.


Actividade:  organiza acções de índole cultural sem fins lucrativos, preferencialmente na área da Fotografia. Desenvolve actividades de solidariedade social e promove estudos e projectos de investigação em colaboração com outras Entidades Públicas e Privadas.


Informações complementares: Desenvolve vasta actividade na área da fotografia, É uma das entidades apoiantes da ImaginArte Almada. Próxima Realização: 2006, Novembro - III Bienal de Fotografia.



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GINÁSIO CLUBE DO SUL

Fundação: 17 de Maio de 1920.


Número de sócios: 6.221.


Actividade: Associação desportiva e recreativa.


Modalidades praticadas: andebol, ballet, bilhar, dança contemporânea, defesa pessoal, futsal, ginástica, judo, karaté, musculação, ténis de mesa, xadrez, yoga.


Informações complementares: Actualmente o Ginásio está sediado na Cova da Piedade, mas continua com as suas raízes ligadas a Cacilhas, sendo actualmente a colectividade desportiva mais importante do concelho.


 


LUAR ATLÉTICO CLUBE DE ALMADA


Fundação: 25 de Outubro de 1961.


Número de sócios: 160.


Actividade: Associação desportiva e recreativa.


Modalidades praticadas: atletismo, pesca, setas, tiro ao alvo.


Informações Complementares: Esta colectividade mantém o espírito das colectividades de bairro, com a oferta de várias actividades muito centralizada no seu espaço.


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O FAROL – ASSOCIAÇÃO DE CIDADANIA DE CACILHAS

Fundação: 27 de Junho de 2003.


Número de Sócios: 148.


Actividade: Defender, preservar e desenvolver o património desportivo, cultural, histórico, arquitectónico e turístico de Cacilhas.


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SCALA – SOCIEDADE CULTURAL DE ARTES E LETRAS DE ALMADA

Fundação: 5 de Março de 1994.


Número de sócios: 158.


Actividade: Associação de cariz cultural.


Informações complementares: Desenvolve actividades nas seguintes áreas: artesanato, artes plásticas, fotografia, história local, literatura, património.



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SPORT ALMADA E FIGUEIRINHAS

Fundação: 3 de Fevereiro de 1962.


Número de sócios: 280.


Actividade: Associação desportiva e recreativa.


Modalidades praticadas: atletismo, Chinquilho, damas, dominó, futesal, pesca desportiva, cartas, tiro ao alvo.


Luís Milheiro, O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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Porquê a ARPIFC

A insuficiente resposta por parte do estado às carências da população idosa, faz com que os cidadãos conscientes dessa falta de resposta, se unam procurando assim atenuar as consequências nefastas dessa falha do poder político.


Cacilhas sentiu essa incapacidade do Estado, e assim, de uma forma organizada criou a ARPIFC- Associação de Reformados , Pensionistas e Idosos da Freguesia de Cacilhas.


A criação da Associação foi facilitada pela tradição associativa de Cacilhas, cuja população se mobilizou e aderiu à iniciativa.


De facto, tornava-se necessária a criação de serviços e equipamentos de apoio à terceira idade.


Os idosos têm de se consciencializar do seu valor, dos seus direitos, exercer a sua cidadania activa.


É pois necessário que as instituições se reforcem, constituam parcerias para que haja uma entreajuda e em conjunto tenham mais força, mais poder reivindicativo.


O associativismo é uma liberdade vivida por muitos e que contribui para que um sonho sonhado a sós deixe de ser um sonho para sonhado em conjunto ser uma realidade.


Maria Natália, O Pharol, n.º 2 (Novembro de 2005)

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Ficha Técnica

Director: Fernando Barão


Directora-Adjunta: Cláudia Inglês


Redacção: Cláudia Inglês; Henrique Mota


Fotografias: Arquivo da Associação” O Farol”


Impressão: Baptista & Vieira, Lda.


Colaboração António Godinho, Amável André, Fernando Barão, José Luís Guimarães, Henrique Goulart Mota , Luís Milheiro, Maria Natália, Oscar Mascarenhas, Rui Raposo.


Tiragem: 500 exemplares


Apoio Câmara Municipal de Almada


 


Os textos assinados são da responsabilidade dos autores, podendo, ou não, corresponder à deontologia da direcção do boletim.


 


O Pharol, n.º 2 (número especial)

Posted by opharol at 04:58 PM | Comentários: (0)

Boletim n.º 2 (n.º especial)

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EDITORIAL


Vai decorrer o 2.º Encontro das Colectividades Cacilhenses, promovido de novo por “O Farol Associação de Cidadania de Cacilhas, com o apoio de quase da totalidade das associações Cacilhenses.


É tema deste encontro “ A importância do Associativismo em Cacilhas”, com enfoque especial no papel do dirigente associativo, a dinamização do tecido social e a participação espontânea da população.


O desenvolvimento deste tema tem como objectivo o reforço dos laços solidários entre as nossas associações.


Este boletim dedicado exclusivamente ao realce da importância do associativismo, vai fazer reviver algumas das intervenções proferidas em 2004, no 1.º Encontro.


Na sequência do desenvolvimento do tema proposto para o Encontro, inclui , igualmente, este boletim, alguns artigos e quadros que veiculam informação pertinente de âmbito local.


Fernando Miranda Barão

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dezembro 02, 2005

Homenagem a Aurélio Gonçalves

O 2.º Encontro das Colectividades Cacilhenses, resolveu atribuir ao senhor Aurélio Gonçalves uma homenagem, que consideramos inteiramente merecida.


Nascido em 25 de Novembro de 1930, desde muito cedo esteve ligado ao associativismo. Já em 1955 colaborava ainda jovem, com um grupo de prestigiados dirigentes do Ginásio Clube do Sul, que dinamizavam as equipas de futebol deste clube. Até 1967 ano em que o Ginásio extinguiu o futebol, foi um dos principais dirigentes de campo do clube, ajudando a travar uma luta diária para superar dificuldades, e conseguir manter as equipas em funcionamento.


Não cruzou os braços e continuou a mesma acção numa colectividade já existente desde 1947, o Beira Mar de Almada, na companhia de muitos jogadores e alguns dirigentes do anterior clube.


Em boa hora em 1975, O Beira Mar ocupou o Campo da Mutela, e deu continuidade à prática do futebol amador federado, mantendo aquele espaço activo, e com qualidade até aos dias de hoje, ao serviço da juventude.


Aurélio Gonçalves não parou, e com perseverança continua ainda hoje aos 75 anos, ao serviço do Beira Mar e do Desporto Amador, hoje nas melhoradas instalações do campo da Mutela


Nunca foi um dirigente para grandes discursos, mas sim um dos operários que constroem as associações, com trabalho, dedicação e persistência.


Sócio n.º 55 do Ginásio Clube do Sul e sócio nº 7 do Beira Mar Atlético Clube de Almada, é sem dúvida um dos dirigentes há mais anos ao serviço das colectividades de Cacilhas e do Concelho de Almada.


Esta homenagem é um tributo simples do 2º Encontro das Colectividades Cacilhenses, pensamos que outras distinções ficam por fazer.


Bem-haja, senhor Aurélio Gonçalves.


2 encontro - foto 5.JPG


Em primeiro plano , o senhor Aurélio Gonçalves, homenageado no 2.º Encontro das Colectividades Cacilhenses. 

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2.º Encontro das Colectividades

CONSTITUIÇÃO DA MESA


HENRIQUE MOTA – PRESIDENTE DA DIRECÇÃO DE “O FAROL”.


MIGUELDUARTE –  PRESIDENTE DA DIRECÇÃO DO GINÁSIO CLUBE DO SUL.


AMÁVEL ANDRÉ – TESOUREIRO DA SANTA CASA DA MISERICÓRDIA.


JOSÉ LUIS – VICE PRESIDENTE DO CLUBE LISNAVE.


CARLOS ALBERTO ROSADO – PRESIDENTE DA DIRECÇÃO DA SOCIEDADE F. INCRIVEL ALMADENSE.


RUI BICHO – DIRECTOR DO BEIRA MAR A.C. ALMADA.


ORDEM DE TRABALHOS DA SESSÃO


HOMENAGEM AO SR. AURÉLIO GONÇALVES PELOS SEUS 50 ANOS DE ACTIVIDADE AO SERVIÇO DO DESPORTO AMADOR.


SAUDAÇÃO DA ECOSD´ART LIDA POR HENRIQUE MOTA


INTERVENÇÕES


DR ALEXANDRE CASTANHEIRA – LIDA POR ANTÓNIO BOIEIRO.


Primeiro painel – O DIRIGENTE ASSOCIATIVO


CARLOS ALBERTO ROSADO


Segundo painel – A DINAMIZAÇÃO DO TECIDO SOCIAL PELAS ASSOCIAÇÕES


MIGUEL DUARTE


COMANDANTE ANTÓNIO GODINHO


Terceiro painel – A PARTICIPAÇÃO ESPONTÂNEA DA POPULAÇÃO NAS INICIATIVAS PROPOSTAS


JOSÉ LUIS


AMÁVEL ANDRÉ


Quarto painel – A IMPORTÂNCIA DO ASSOCIATIVISMO EM CACILHAS


FERNANDO BARÃO.


Seguiu-se um período de debate aberto aos restantes participantes, tendo-se registado intervenções dos seguintes senhores:


José Luís Tavares; Zal; Luís Milheiro; Joaquim Romana Lourenço; Teresa Heitor – em representação da Junta de Freguesia de Cacilhas; Carlos Bule; Abrantes Raposo; Maria Natália e Carlos Alexandre


Verificou-se um diálogo vivo e esclarecedor, em todas as intervenções produzidas.


Como conclusão verificou-se a necessidade de abordar noutro formato organizativo, as questões práticas, e levar a efeito a colaboração mais próxima entre as diversas associações.


Para além das entidades organizadoras e apoiantes registaram-se a presença de representantes da Irmandade da Nossa Senhora do Bom Sucesso, da Associação dos Amigos da Cidade de Almada e do Museu da Cidade de Almada.


Foi distribuído o n.º 2 do boletim PHAROL, um número especial dedicado a este evento.


Encerrou a sessão Henrique Mota, que em nome da Organização agradeceu a presença de todos, e o apoio prestado a esta iniciativa pelas diversas entidades.


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António Boeiro, que leu a intervenção de Alexandre Castanheira, lendo um dos poemas de António Gedeão nela contida.


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Peça em pedra oferecida ao "Farol", pela Associação Amigos da Cidade de Almada.


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Aspecto da mesa.


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Carlos Alberto Rosado, presidente da Incrível Almadense, durante a sua intervenção.


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Pormenor dos participantes no 2º Encontro das Colectividades.

Posted by opharol at 11:18 PM | Comentários: (0)